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Cadáver

Quarta feira me aparece uma nuvem cordiforme à linha do horizonte dos meus olhos. O destino não cansa de me aparecer irônico. A parada do ônibus parecia um precipício. Hoje, claro, amanheceu nublado. Eu chovi. Aproximadamente às 9, significando meu nervosismo, neblina um pouco o céu. O vento, horas atrás, silabava xius como quem dizia tenha calma. Através da janela do ônibus ele vinha me dizer pra ficar calmo. É claro que não fiquei. Minutos atrás tenho sinais no peito que me parecem farois. Dois olhos fortes de exatidão. Agora vou ser assaltado… Continue lendo.

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Publicado por em 11 de novembro de 2012 em Livre

 

Tudo por poder.

Com o desenrolar dessa tenebrosa onda de criminalidade em São Paulo, uma questão foi levantada. Não aquela típica e danosa ineficiência estatal mas uma talvez pior. O perverso jogo político, oposição Estatal e governo Estadual, pouco importa a população…

A união e o governo estadual de São Paulo trocaram farpas. Um queria ajudar mas o outro, por ser partido de oposição, não aceitou e ainda se enalteceu com um discurso auto-suficiente. Balela. Mas ambos estavam errados, como briga de crianças por um controle. Ademais, isso é tão fatídico…

Quem ouviu a expressão: “Tenho apoio federal, com isso poderei realizar as obras…” certamente se sentiu envergonhado. Isso foi proferido por Paulo Garcia, nosso atual prefeito, durante a sua campanha. Demonstra como se tornou “aceitável” essa situação ridícula. Desde quando a união deve se dar o privilégio de negar ajuda aos estados e municípios?

O nosso governo estadual também sofreu com a marcha lenta da união, em razão de ser do PSDB. Hoje o mesmo PSDB diz não precisar da ajuda estatal petista em SP. Quando se fala em estatismo, lembramos que o governo tem a obrigação de comandar a maquina estatal, garantindo nossos direitos básicos. Quando se fala em estatismo brasileiro, vemos o governo usando a máquina estatal para barganhar apoio político, “governabilidade” e pressionar a oposição.

Enquanto os partidos brigam por aqui, vendem cadeiras aos aliados acolá, a população sofre com a negação de seus direitos básicos. Quantos mais deverão morrer nessa bomba que acaba de explodir? A briga por poder nunca se mostrou tão suja e infantil. A máquina Estatal não serve mais à população mas sim aos mandos e desmandos partidários. Tudo por poder…

 
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Publicado por em 10 de novembro de 2012 em Artigo

 

Onde erramos?

O século que todos querem esquecer, fonte de inspiração para os modernistas.

O que houve? Revoluções, avanços, a luz passou tão forte que nos cegou. Nos vimos em crises, guerras, revoltas. O mau nunca esteve tão perto. Descobrimos que eu, você, o vizinho casmurro, todos poderiam ser sustentáculos para regimes macabros. O malabarismo dos cientistas que prometia vida sem dores, simpáticos confortos, doenças erradicadas, mimos corriqueiros. Tudo se tornou arma. O homem apertou o gatilho. Diferenças, semelhanças, grupos, sociedade, nada em sintonia, apenas a fórmula para uma bomba que estourou. Algum dia foi diferente? Algum dia mudará? O horizonte é negro, causa arrepios… Ainda perseguem, ainda matam, ainda excluem. A fome. A pobreza. A intolerância. A indiferença. Quem nos matará primeiro? A natureza ou nós mesmos? Cuide-se.

Poema para o tema, outros em minha página no Facebook.

A Fonte

Viu a estrela?
Que rasga o céu com luz brilhante
que deixou-me febril
que fez-me servil

Dirige-se a escuridão

A densa escuridão
Majestade do exército caído
perdido
cegado
Aglutinados à névoa mortífera

Cambaleam, fraquejam, suspiram…

Na rabeta da vigorosa viajante
Destruo reinos profundos
Capturo reis gatunos
Liberto servos infortunos

Portador da luz

Gritos ecoam no horizonte
Vibrantes como golpes massacrantes
Eloquentes em tons sulpitantes
Súplicas que mancham o céu

Núvens de sangue

Relatos da guerra secular
Minha espada se faz fraquejar
Correspondências sem voz
Não enchergo tal ser atroz

Está aqui

Vidas mancham minha já fraca armadura
Pingos de sangue da escravatura
banham minha espada já impura…
A chuva é vermelha
A morte não é negra
O céu é escarlate

O fim que não era esperado

A fervente luz
que me cegou
que me matou
que me negou
que me jogou
que me sujou
que me humanizou…

O mau está aqui

Lúcido como tiranos esquizofrênicos
que matam eufóricos
pessoas
sonhos
ideas

Iluminado como profetas mortíferos
Acionando morteiros silenciosos

O mau está a sua volta

HUGO BORGES

 
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Publicado por em 25 de outubro de 2012 em Poesias

 

O Ódio no Brasil – Leandro Karnal

Leandro Karnal é graduado em História e Filosofia, doutorado em História pela USP, pós doutorado na UNAM do México e no CNRS de Paris. Além disso, é professor e coordenador da pós graduação da Unicamp e autor de diversos livros, entre eles “História dos Estados Unidos” e “Teatro da Fé”, e co-autor do recente “Religiões que o mundo esqueceu” e “História da Cidadania”.

 
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Publicado por em 12 de outubro de 2012 em Videos

 

Gratuito?

A publicidade na internet vem ganhando seu espaço, pouco notada mas aumenta em passos largos. Uma das principais estratégias de mercado, é a propaganda, que estimula potenciais consumidores à comprar ou usar serviços. Quanto maior a exposição mais facilmente a mensagem, que determinada empresa precisa passar, é captada e fixada na memória do indivíduo.

A Google, é uma das pioneiras nesse ramo, oferecendo serviços e produtos “gratuitos”. A verdade é que não são gratuitos. Ao concordar com os termos e condições, você está cedendo um espaço na sua pesquisa ou caixa de e-mail. Esse espaço é destinado à publicidade. Usando scripts avançados, é feito um perfil do utilizador padrão. Caso o cliente opte por usar apenas o site de buscas, o IP é salvo atrelando a ele todas as pesquisas feitas, com isso, é possível direcionar as pesquisas. Se você usar o Google Chrome ou Google Mail, a tarefa é muito mais fácil.

Tacada de mestre que é seguida hoje. Quando se fala em Softwares ou sites que não cobram para serem usados, é óbvio que a sua receita é obtida de algum outro modo, que é, a publicidade. Vejam o caso do Facebook, quanto mais características anexadas e páginas que você Curte, mais informações são usadas para direcionar os anúncios que condizem com o seu perfil de pessoa.

Então imagine a poluição que isso se tornou. É praticamente impossível entrar em alguma página ou abrir um software gratuito sem se deparar com inúmeras propagandas. O espaço que poderia ser usado para novas funcionalidades são disputados à espadas por empresas. Talvez o melhor exemplo seja o You Tube, que pertence ao Google, cada vez mais impregnado de anúncios. Os famigerados toolbars, alguns mini programas de propagandas e outras quinquilharias que passam despercebidas durante o processo de instalação, também fazem a festa.

O cumulo foi achar dois widgets na Área de Trabalho com propagandas! Mas isso foi em um computador de leigo. Os que mais sofrem. Esses[widgets] também são instalados durante a inserção de algum programa gratuito. Tome cuidado na hora da instalação.

É inegável que é uma boa estratégia, rende uma receita até considerável. Mas tudo é relativo ao número de usuários de determinado site ou software possui. Alguns destes já oferecem versões ou planos pagos quem excluem as propagandas. É um rendimento que garante o trabalho dos desenvolvedores, gera empregos e ganhos em algumas cadeias produtivas. É válido mas evidência um certo descontentamento do usuário.

O assunto ainda abre brecha para uma constatação: Qual o limite de nossa privacidade online? Os logaritmos usados chegam a ser tão complexos que podem até definir a idade do usuário. Tudo feito de forma passiva sem que o usuário necessite de anexar tais informações, como em Redes Sociais, por exemplo.

O capitalismo mostra seu tamanho dinamismo ao conseguir adentrar nas menores frestas. A publicidade é a alma do negócio e está sendo usado em todas as oportunidades que aparecem. Aumentar o consumo, criar empregos, alavancar índices sociais, tudo se liga em na cadeia do capital. Mas se usam a publicidade de forma correta, em todos os casos, ai é outra história…

 
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Publicado por em 11 de outubro de 2012 em Discorra

 

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Publicado por em 6 de outubro de 2012 em Uncategorized

 

Relatos de uma guerra civil

Como confuso seria dissertar sobre um assunto com tantas facetas, tão antagônico, de tamanha importância mas sem ser vista como deveria. Sim, a internet, “web”, um grande fenômeno de integração, não tão democrático mas uma grande terra, sem lei, sem censura, apenas a livre expressão. Não falei com ironia. Essa grande entidade seria realmente uma “web”, integradora? Eu pensei que era…

Se formos analisar as interações humanas em um aspecto mais horizontal, a internet é um grande avanço na integração em nível mundial. Estamos falando de relações que vão entre meros indivíduos a gigantescas transações comerciais. A globalização teve como potencializadora, a internet. Nesse contexto, ela interfere na conduta pessoal, colocando na mesa um estilo, uma conduta, ideias, ideologias, tudo para escolhermos a melhor personalidade, a mais “cult”.

Foi possível manter contato com estrangeiros(ok, essa propaganda ridícula da internet me faz rir) conhecendo a sua cultura. Para os regionalistas, ufanistas, com certeza o mundo acabaria. “Tupi or not Tupi, thath is the question”. Mas sem grandes devaneios, sabemos que deixaram-nos conhecer apenas a cultura ocidental…

Todos integrados, amando uns aos outros, compartilhando suas ideias, costumes. Bonito? Dizem que é assim que funciona. Eu só consegui ver um campo de guerra. Cada indivíduo escolhendo o seu lado para lutar, defendendo seu exercito para alcançar o título de: mais legal, inteligente, descolado, forte. As armas são simples: discursos preconceituosos, argumentações inválidas, agressões verbais e morais.

A cada dia novos grupos se formam defendendo seus ideais. Se os pós-modernos já denunciavam um fracionamento social, hoje ele é mais do que claro. A internet mostra-se como um potencializador da segregação cultural. Aqui, os extremos aparecerem, a liberdade concede-nos o aval para defendermos com vigor nosso grupo, nosso rebanho, estando no conforto de nossas poltronas, com refresco a bel prazer.

Não é racionalismo antiquado mas nossa herança biológica nos condiciona a buscar refúgio em algum rebanho. Um teísta se conforta no meio dos que cultuam o seu deus, assim como, um ateu adentra em uma esquadra que quer lhe defender. Mas colocar exemplos de características segregadoras importantes é fácil, o complicado é quando traços tão particulares, pequenos, se tornam bandeira a ser defendida. Um música, um time, uma marca.

E até apareceu uma nova tecnologia bélica: A opinião. Incontestável. Imutável. Intocável. Cada indivíduo tem a sua e não tente invalidá-la, pois, ela é indestrutível por simplesmente ser uma opinião própria, pessoal. A opinião ficou em um pedestal.

Não sou reacionário, não defendo qualquer medida de regulação da internet. Não desejo morosidade e homogeneização. Mas a situação chegou em alguns extremos ridículos. Uma coisa é defender sua ideia com argumentos válidos, escutando o próximo, possuindo virtude necessária para analisar a tese do outro com imparcialidade, outra é apelar para discursos prontos e falaciosos, apelar para a agressão verbal, para o preconceito. “Ético logo cético” já disse Carlos Sherman.

Deixo mais que claro, a internet segrega e muito. As redes sociais explicitam o que eu defendi. Queremos sim o debate, o confronto de ideias. Tamanho é esse ato que nos eleva, gera avanços. A república empaca mas anda. O debate, como a república, só trazem benefícios quando possuem certas variáveis, que seriam, de forma mais direta: bom senso. Em um debate correto, perder é ganhar, perder é ganhar conhecimento. Em um incorreto, perder é perder mesmo, perder a cabeça ao abusar de falacias para “ganhar”.

Uma dose de bom senso para todos nós…

WAR!!!111!!!1onzeonze!!!!

 
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Publicado por em 2 de outubro de 2012 em Artigo

 

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