RSS

Onde erramos?

25 out
O século que todos querem esquecer, fonte de inspiração para os modernistas.

O que houve? Revoluções, avanços, a luz passou tão forte que nos cegou. Nos vimos em crises, guerras, revoltas. O mau nunca esteve tão perto. Descobrimos que eu, você, o vizinho casmurro, todos poderiam ser sustentáculos para regimes macabros. O malabarismo dos cientistas que prometia vida sem dores, simpáticos confortos, doenças erradicadas, mimos corriqueiros. Tudo se tornou arma. O homem apertou o gatilho. Diferenças, semelhanças, grupos, sociedade, nada em sintonia, apenas a fórmula para uma bomba que estourou. Algum dia foi diferente? Algum dia mudará? O horizonte é negro, causa arrepios… Ainda perseguem, ainda matam, ainda excluem. A fome. A pobreza. A intolerância. A indiferença. Quem nos matará primeiro? A natureza ou nós mesmos? Cuide-se.

Poema para o tema, outros em minha página no Facebook.

A Fonte

Viu a estrela?
Que rasga o céu com luz brilhante
que deixou-me febril
que fez-me servil

Dirige-se a escuridão

A densa escuridão
Majestade do exército caído
perdido
cegado
Aglutinados à névoa mortífera

Cambaleam, fraquejam, suspiram…

Na rabeta da vigorosa viajante
Destruo reinos profundos
Capturo reis gatunos
Liberto servos infortunos

Portador da luz

Gritos ecoam no horizonte
Vibrantes como golpes massacrantes
Eloquentes em tons sulpitantes
Súplicas que mancham o céu

Núvens de sangue

Relatos da guerra secular
Minha espada se faz fraquejar
Correspondências sem voz
Não enchergo tal ser atroz

Está aqui

Vidas mancham minha já fraca armadura
Pingos de sangue da escravatura
banham minha espada já impura…
A chuva é vermelha
A morte não é negra
O céu é escarlate

O fim que não era esperado

A fervente luz
que me cegou
que me matou
que me negou
que me jogou
que me sujou
que me humanizou…

O mau está aqui

Lúcido como tiranos esquizofrênicos
que matam eufóricos
pessoas
sonhos
ideas

Iluminado como profetas mortíferos
Acionando morteiros silenciosos

O mau está a sua volta

HUGO BORGES

Anúncios
 
Deixe um comentário

Publicado por em 25 de outubro de 2012 em Poesias

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: