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Um breve relato sobre a China…

30 ago

É bom se informar quando entramos no caminho de uma Nova Ordem Mundial, nada de teorias de conspiração, mas sim o fenômeno CHINA… Inexorável líder no campo econômico, futuramente – caso o tio sam não faça uma visitinha.

Ao se completar o processo de ocupação do poder na China, Mao Tsé-Tung se empenhou em dois tipos de manobra, uma para fortalecer a economia e outra para promover o modelo para as massas. Era preciso mostrar(ou criar) as melhorias conseguidas a partir do regime socialista e comover a população, massificando o pensamento, trabalhando com o aspecto messiânico do líder. A famigerada propagando que tanto conhecemos, criando-se belos movimentos de massa, datas, comemorações, tudo para o povo se alegrar. “Eh, ôô, vida de gado, povo marcado, ê povo feliz, eh, ôô, vida de gado, povo marcado, ê povo feliz” já dizia Zé Ramalho…

O primeiro plano foi o quinquenal chinês (1953-1958), baseada em reforma agrária, educação obrigatória e formação de cooperativas. A segunda foi o Grande Saltos Adiante (1958-1960), quando foi proposto um crescimento rápido e com igualitarismo. Foi aumentada a superfície cultivada, incentivo a industrialização e as Comunas Rurais mas  o plano foi um fracasso, fatores climáticos atrapalharam e muito a produção agrícola, a indústria cresceu pouco e a china se desprendeu da URSS. O resultado foram mortes e revoltas contra o modelo.

Para não perder o apoio popular, devido ao fracasso econômico, foi preciso lançar a Grande Revolução Cultura Proletária. Mas não foi um plano de propaganda como aparenta ser, na realidade foi uma grande perseguição aos opositores ao regime, com o fim de consolidar o poder de Mao. Os alvores foram: membros do partido com aspirações ocidentais ou aliados à URSS; funcionários burocratas e os intelectuais, esses últimos representavam a maior ameaça. A polícia política, Guarda Vermelha, foi a responsável pelo espólio. No fim do plano, houve o uso massivo da propaganda e a tática de elevar o patamar do líder, usando o messianismo político.

Em 1978 começa a abertura econômica da China, liderada pelo novo líder Deng Xioping(Mao morreu em 1976) exaltando as ZEE’s(Zonas Econômicas Especiais) onde o capital estrangeiro era entrado, de forma controlada, criando uma plataforma de exportação. As transnacionais foram seduzidas pela oferta de mão-de-obra, seu custo e a disponibilidade de matérias primas no farto território chinês. O governo tratou de investir na agricultura, indústria de base, indústria bélica e na tecnologia. Com o tempo, as cidades pertencentes à ZEE’s, se tornaram, grandes polos econômicos, com um mercado aquecido devido ao poder de compra do chinês moderno. Se antes apenas viviam do comércio exterior, agora, a China valoriza o interno, algo realista sabendo das crises que rondam o século XXI.

Em 1989 começam grandes manifestos, liderados por estudantes em protesto ao regime autoritário chinês. Mesmo com a abertura econômico, os direitos políticos não evoluíram e o modelo evidenciava o seu antagonismo. De um lado a economia de mercado e do outro um Estado totalitário, inchado e providencial. O fato mais importante foi o Protesto na Praça da Paz Celestial em 1989. Foi grande o número de civis mortos pelo governo em tais manifestos, tanto que foi necessário impor a Lei Marcial.

No ano de 1997, Hong Kong e Macau retornam ao domínio chinês, a primeira era de propriedade inglesa e a segunda portuguesa. Foi implantado o sistema de RAE(Regiões Administrativas Especiais) nas duas cidades, assim possuem autonomia política e econômica especial.  A China chega ao nível de sediar uma olimpíada em 2008, foram investidos US$42 bilhões em obras estruturais para se adequar ao nível necessário.

Atualmente a China é a segunda maior economia no mundo, não é um país desenvolvido, devido ao seu baixo IDH, mas tem média de 8% de crescimento anual do PIB nos últimos trinta anos, em 2011 marcou 9,2%, mesmo em época de recessão econômica mundial. Ela conseguiu um papel muito importante no cenário econômico mundial, sendo grande comprador e vendedor. Uma simples queda na vistosa taxa de crescimento já representa prejuízos para os outros países com qual possui vínculos.

Uma coisa não evolui na China, os direitos políticos, os cidadãos continuam vivendo massificados em um regime totalitário com a exaltação de um líder com tons messiânicos. Uma servidão passiva, gerando um grandes contrastes com os conceitos de liberalismo econômico e democracia, ditos anteriormente como, intrísecos. Não obstante esse país ainda marca e evidência o legado do absolutismo, facismo e qualquer outro regime que ofenda a liberdade individual.

Mas isso importa ao capitalismo? Não. Dumping, violação dos direitos humanos, tudo vale para se maximizar os lucros. O liberalismo não deve abrir brechas para a deterioração da nossa condição humana, já ridícula e curta. Isso também evidência a hipocrisia das nações. Adianta lutar contra regimes autoritários no Oriente Médio se alimentamos um bem maior? Pura demagogia. Não importa o regime, as condições humanas, importa é quanto proveitoso será as relações comerciais com determinados países. Importa o quanto de lucro conseguirei produzindo em fábricas com operários em regime de semi-escravidão…

“Amo vocês mas se não me obedecerem vão para a Sibéria da China”

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Publicado por em 30 de agosto de 2012 em Artigo

 

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