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Economia debilitada

26 jul

Seria clichê dizer tocar na mesma tecla, permanentemente, mas é necessário já que chegamos à um estágio pouco desajável. Não que seja dos piores mas de longe surpreende por variáveis conflituantes. Medidas cambiais, greves generalizadas, eleições, fenômeno Copa 2014 e o inchaço crônico da máquina estatal. Vamos lá!

Com uma expectativa de baixo crescimento do PIB, algo em torno de 2,5% e problemas com a balança comercial, o governo decidiu se mexer, do modo mais fácil é claro. Deram à um grupo de burocratas o poder de definir a taxa Selic, a partir disso, incentir o consumo. Nesse caso, os resultados ainda não foram expressivos, já que, o índice de endividamento é alto, junto com a inadimplência e pouco comprometimento dos bancos privados com a redução de seus juros. O brasileiro não possui tamanha condição de comprar como na era Lula. O dragão da inflação anda adormecido, pelo menos.

Vieram as medidas protecionistas para barrar a entrada de veículos importados, claro, não foi possível resolver os problemas crônicos que encarecem a fabricação em solo brasileiro. Simplesmente taxaram o veículo importado, de maior qualidade e com melhor preço que os fabricados por aqui, barrando um processo natural da economia livre, a concorrência. Existe ainda a redução atual do IPI que mesmo assim não evitou a demissão em massa de uma das fábricas da GM. Redução essa que não é fiscalizada, abrindo brechas para uso indevido do benefício, ou seja, com propósito de aumentar a margem de lucro. Ainda aparece a queda vertiginosa do preço de veículos usados, junto com uma queda expressiva nas vendas.

Soma-se isso às greves generalizadas, com uma expectativa de 100 bilhões para quitar todas as reivindicações. Um arrombo que é criminoso em tempos de redução de gastos, já que, boa parte da verba da união está sendo direcionada para preparar o Brasil para a Copa do Mundo de 2014. Esse problema aflinge os dois lados, os grevistas ficam com poucas esperanças, mesmo lutando, a ordem[do governo] é para não ceder. Os políticos perdem grandes jogadas políticas, sabendo que arrecadaria bastante atendendo aos pedidos de determinado setor grevista. Pior ainda para o brasileiro, fica sem receber um serviço que é de obrigatoriedade estatal, mesmo pagando por isso.

Nesses nuances, fica cambaleando a saúde financeira do Brasil. Mas sejamos francos, mesmo as medidas não sendo as melhores, pelo menos, algo foi feito em nome da progresso economico e não por apenas jogada política, típico do governo Lula. Dizem que as medidas são de médio-longo prazo e vão começar a surtir efeito nesse segundo semestre, esperamos assim.

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Publicado por em 26 de julho de 2012 em Artigo

 

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