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“Puxadinho”

09 maio

Com tantas crises que rondam o mundo, inclusive internas, era necessário que se houvessem medidas claras para conseguir chegar à um crescimento razoável. O PIB mostra possível aumento de até 3% esse ano, algo ínfimo para um país em desenvolvimento. China cresce horrores…

Dóllar superou a barreira dos R$1,95, algo inimaginável meses átras quando estava mais de 20 centavos mais barato. Isso contribui para que nossa indústria defasada consiga exportar algo. Conseguimos blindar o mercado dos importados e assim se faz a guerra câmbial.

Mas é claro, a medida mais comentada tem sido a nova regulamentação da cardeneta. O avanço, anti-populista que poderia ter sido avaliado como tiro no pé mas é de longo prazo. Abriram-se possibilidades de maiores reduções da taxa básica de juros, isso para o consumismo desenfreado brasileiro é ótimo. Mas isso teria sua eficácia comprovada caso não houvesse inamdiplência, fomentada pelo próprio governo passado. Simplesmente o crédito está com mais barreiras e essas impedem a liberação de crédito para as compras! Existem bancos que não repassaram a baixa nos juros.

Aparecem outros problemas, como, onde arranjar fundos para financiamentos imobiliários, caso houvesse uma grande retirada do pequeno investidor. Onde ele investirá o que não deixou na poupança? Existe empenho do governo em sinalizar onde investir?

Voltemos ao caso do Dóllar, que se liga diretamente à indústria. É ineficaz tamanha medida do BC, a nossa indústria é defasada e o suporte que deveria ser dado pelo Estado é mínimo. Mão-de-obra, infraestrutura, escoamento, segurança. Mesmo com ele[Dóllar] em alta, o nosso produto não fica competitivo por causa do famigerado “Custo Brasil”. Isso mostra o quão alto são os gastos de produção por aqui.

A conclusão é óbvia. Ações sem base alguma para se tornarem legítimas. As medidas câmbiais e monetárias são apenas parte de todo o processo. É inviável não pensar nas medidas tributárias, em diminuir tudo o que se paga de imposto. Não se deve esquecer a infraestrutura básica para instalação de indústria, de controlar o preço da energia brasileira, qualificar a mão-de-obra. Incentivar o consumo com juros baixos mesmo o brasileiro não sabendo como gastar seu dinheiro. Questões culturais que podem ser muito bem modificadas com a mão do Estado. É preciso formar os alicerces e esses sempre são esquecidos no Brasil, não importa a se é de “esquerda ou direita”, o Estado inchado, superfaturado, sem convicções modernas da malfalada tecnocria é sempre mantido. 

 

 

 

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Publicado por em 9 de maio de 2012 em Uncategorized

 

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