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Questão de sobrevivência

16 abr

Poucos modelos políticos dão poder ao cidadão, os que são considerados cidadãos… na nossa então esses são todos dotados de razão, o simples ato de comentar um ato político é a confirmação do modelo que seguimos. Existe na democracia algumas variáveis inerentes à ação política, é preciso prover de segurança, sobrevivência e meios de informação. Com esses três fatores, se tem um cidadão apto ao exercício de seu poder.

É claro que vou me ater à sobrevivência, é o básico, lei natural. O ato de prover sobrevivência é básico, a base e a primeira conquista. Com os fatos ocorridos recentemente em Teresópolis, fica evidente a incapacidade do Estado de proteger a vida dos que a compõem, já que indivíduos o fazem. A destruição foi nos mesmos locais de outrora em 2011 e tudo no mesmo contexto, casas pregadas ao morro, solos esperando uma pequena chuva para ceder, orgãos de defesa dos civis despreparados, pouco se sabe sobre medidas de rescuamento e alojamento de vítimas. Pergunte a quem ainda está desabrigado, quando ocorreu o mesmo desastre anos átras…

Ainda sim é possível inferiorzar ainda mais o Estado ineficaz, deixe-me apenas citar o Japão. O que dizer das medidas? Eficazes, rápidas e com gastos abaixo do esperado. Creio que citar o desvio de verba, cometido pelo ex-prefeito de Teresópolis, seja suficiente para vexar ainda mais a entidade…

Questão de sobrevivência. A lei natural da preservação que deveria nos nortear à escolha consciente. Políticas que reconstituam esse pilar defeituoso e básico para qualquer país, que quer fazer parte de grandes organizações. É hipocrisia ao defender direitos humanos sem praticá-los. É almejar o desenvolvimento se esquecendo da base, corroída pelo descaso e corrupção. É a odisséia da sobrevivência. Como sobreviver em pleno século XXI em um país de PIB astronômico… não é cômico. É trágico.

Pobre diabo que se vale da sorte.

“Comparo-a a um desses rios torrencias que, uando se encolerizam, alagam as planícias, destróem as árvores e os edifícios, carregam terra de um lugar para outro[…]. E, se bem assim ocorra, isso não impedia que os homens, quando a época era de calma, tomassem providências com anteparos e diques[…].Da mesma forma acontece com a sorte, a qual demonstra o seu poderio onde não existe viertude preparada para resistir e, aí, volta seu ímpeto em direção ao ponto onde sabe que não foram construídos diques e anteparos para contê-la”

O Príncipe, capítulo XXV, Maquiavel

O ímpeto da sorte...

 

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Publicado por em 16 de abril de 2012 em Uncategorized

 

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