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Integração e republicana ambígua.

19 jan

O ano como sempre começa com grandes acontecimentos, não começamos com uma grande catástrofes como 2010, felizmente. Ocorreu dias passados, quando Dilma expôs seu desabafo republicano. A imprensa pouco tratou do assunto e deixou de lado, já que para eles não importam e ainda pode prejudicar os negócios.

Trata-se da atitude republicana de nossa presidente Dilma. Discursando a favor da integração de todos os estados em prol do desenvolvimento, alguns interpretam como pedido de misericórdia. A nova investida aparece em época pouco propícia, já que nos aproximamos de eleições municipais o que a torna ambígua. Os municípios, tem seus lados bons e ruins, os bons são denominados: capitais, também existem os pólos que concentram a produção ou extração de determinado produto. Isso já deixa a guerra por municípios um pouco quente. As coisas ficam ruins nas pequenas, lá o coronelismo pode não existir mas os favores são moedas graciosas, é como dar cargos ministrais aos partidos aliados, todos ganham mas só um detêm o poder que quase sempre é hereditário. Senhor Marconi Pirilo (PSDB), governador de Goiás defendeu Dilma e seu partido pretende lançar seu candidato, o alvo é Goiânia, atualmente nas mãos de Paulo Gárcia(PT).

E termos práticos, uma maior integração nacional colheria bons frutos, já que o mercado interno perde suas forças quando falamos em exportações, dólar e euro. Estados que hoje fazem importação de outros países poderiam comprar do vizinho, nasceriam projetos de infraestrutura para escoamento da produção, ou simplesmente para fácil locomoção. Seria melhor que a intensa guerra estadual, brigam por royalties valiosíssimos, brigam por causa da copa, a própria população discrimina determinado estado ou se acha superior. Má sorte aos mineiros que não conseguiram independência dessa nação esdrúxula.

O grito por união louvável e que deveria ser discutida, com seriedade e deveria ser difundido na população. Está certo que não ocorrerá mas volto a dizer que deveria, trata-se simplesmente do patriotismo saudável. Essa desunião é nociva, faz desmoronar a unidade nacional, corta os pés do Leviatã. Interesses tão distintos, podem ser legítimos já que vivemos em um país com extensões continentais, portanto, características geográficas definem o interesse local em determinado aspecto, muito diferente de outro estado, do outro lado do país. O problema é quando a divergência não se dá geograficamente e sim por: preconceito e xenofobismo. A desunião é uma praga, comparável ao movimento dos indiferentes.

O que não pode é haver muita união nos partidos, ali é diferente e pode prejudicar bastante um governo. A união que gerou a venda de cargos ministrais, coisa velha usada pela direita e esquerda, tão discutida no governo Lula e Dilma e esquecida no FHC. União que privatiza o próprio poder público, tamanha contradição que defino como “keyneliberal” ou simplesmente “licença para governar”. Poís digo sim a integração nacional e não a integração partidária!

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Publicado por em 19 de janeiro de 2012 em Artigo

 

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