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Guerra social

27 set

O convívio social, algo inerente do homem político essa atividade começa desde cedo e com isso se amplia as faculdades sociais e mentais. Aos desavisados, o social lhe parece algo abstrato mas quando do se observa de forma minuciosa se percebe a guerra necessária para isso acontecer, mesmo com o pacto afirmado como é possível isso acontecer?

Não há como negar o infortuno de uns e a fortuna de outros. Estou falando da desigualdade do ser humano. Rosseau se propôs a examinar essas diferenças e conhecer os impactos que provocam no meio social, não é a guerra do estado natural e sim a guerra do homem social. Tais diferenças podem ser em relação às paixões mas não é isso a que me refiro e sim às qualidades físicas e mentais que se fazem destacar no estado natural e social.

Essas qualidades físicas e mentais aplicadas diretamente no meio social geram fenômenos como: nascimento de um soberano, divisão de classes, relações entre patrão e ploretariado e outras. O homem que se sobressai na atividade que faz, logo é retribuido com respeito dos demais, a pessoa que consegue fabricar maior número de determinado objeto com menor esforço, também se sobressai sobre os demais.

Como estamos dialogando sobre o homem social, é provavel que o pacto está afirmado, então era necessário que se igualasse o humano, enquanto integrante do meio social, e isso é pensado por Rosseau e Hobbes. O senhor do leviatã diz que as leis devem ter equidade e se aplicarem a toda população, para dirigi-los ao caminho certo e não fazerem os membros do ser se chocarem. Nasce ai a cidadenia que é destinada a todos e não só alguns, não importando suas qualidades, defeitos e classe social.

A última é o grande fruto da desigualdade, não que seja um fruto particular mas sim compartilhado com outros movimentos, como os desejos e a natureza humana. Esse fruto garante o nascimento de uma larva, que se movimenta e alimenta nele, que é o capitalismo. Logo as desigualdades que geraram os primeiros soberanos, propiciaram o nascimento do mal acima.

Logo as leis e a cidadania que querem igualar os homens, se chocam com a síntese das desigualdades, o capitalismo. No pacto exterior existe cada um de nós, seguindo e modificando o Estado, no pacto interior existe o patrão e o ploretário, seguindo a ordem da desigualdade. Acima se vê a piramide social, com o fruto das desigualdades amostra, a base social com os mais pobres, a classe mediana e a elite. Como é possível a convivência em paz com tal catalisador de discordia? Já que a inveja alheia e ódio são naturais do ser humano.

É claro que as qualidades podem ser adquiridas com o treino e logo a pessoa que a adquiriu pode se sobressair sobre os demais, o mesmo ciclo dito anteriormente.

Então concluo que é impossível a igualdade plena, ela é presente apenas no âmbito social. No sistema ecônomico que nos governa, já fica desigual e isso provoca as discordias. Sempre vivemos e continuaremos nessa guerra social, uma vez que a natureza humana pouco mudou.

 

 

 

 

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Publicado por em 27 de setembro de 2011 em Pensamentos

 

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