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Políticas de aprovação

23 ago

Qual o preço para se manter uma falácia?

Todos nós sabemos que os índices de reprovação escolar no Brasil é realmente alto, um péssimo fator para o país. Deflagra vários aspectos danosos que geram tal índice, como danosos podemos citar: falta de acompanhamento dos senhores pais que precisam trabalhar 8 horas por dia e conseguem dormir 5 horas por dia, falta de estrutura dos colégios que viram a verba cair no ralo do vaso sanitário chamado Congresso Nacional, professores mal qualificados que não devem ter conseguido estudar porque precisavam trabalhar para se manter, falta de mestres e doutores no ensino público porque talvez a bolsa de auxílio era suficiente para apenas pagar o vale transporte.

Mas para que tanto falar disto? Todos nós já sabemos! Oras, te apresento os novos índices de aprovação, altos! Sim vem aumentando e todos se orgulhando. Mas até que ponto isto pode ser verdade? A aprovação aumentou sim, os dados denunciam isto, porém como explicar os índices de criminalidade infantil? Contradições são evidentes.

Agora, podemos afirmar que a aprendizagem do aluno não condiz com a aprovação. O que realmente vemos são alunos passando por causa daquele “empurrãozinho”. Verba extra para escolas públicas que possuem altos índices de aprovação… sim o que me obstrui a pensar que ajudaram alguns a alcançar a média anual?

O governo quer aprovar eles a qualquer custo. Para manter intacta a mascara, não precisa ser aluno para perceber que a criminalidade dentro da própria escola aumenta, montante de videos recordando alunos se gladiando no recinto escolar, reprovação de estudantes do ensino público nas universidade federais, jovens que precisam trabalhar para se manter, são fatos que contradizem com os índices. Apenas os que fizeram a Prova Brasil entendem como maquiam a situação. E assim vamos subindo nos índices a passo de lesma, mesmo com a propulsão das políticas de aprovação.

RE: sua vida!

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E havia um pequeno cidadão, a sentir se no morrão do país, não entendia como a vida poderia lhe aferir tantas desgraças. Poderia ele ser o alvo de vários atiradores, o búfalo cercado por leões, a vítima cercada por seus ladrões. Tal situação, rotineira, feria-o sem misericórdia.

“Vou ser médico!” sonhava acordado, cercado de sonhos abundantes, lindos e puros. Sonhos que estão maduros e prontos para serem ceifados. A professora entendia a situação, estavam presentes na mesma sala: passado e futuro. Ao sair da escola a professora via sua vida, vida igual ao de seus alunos.

Os anos se passam, entendia como vivera em uma guerra, porém não era combatente, nem o comandante, era a criança deixada a própria sorte, vítima dos abusos e do tiroteio que não podia se defender. Para que importar com este diabo, se ninguém se importa então? Arranjo qualquer serviço, vou é “zuar”.

Posso eu imaginar como vive um estudante de colégio público. Jogado a própria sorte, no ninho sem saber voar e sem a mãe para aguardar, esperando a mãe esperança lhe salvar. Como melhorar a educação quando o pai e a mãe do cidadão brasileiro não se importam como ele?

Governo e pais, olhem para a sua cria!

__

demoram 10min para aprovar isso http://www.valedocai.com.br/portal/noticias_detalhes.php?id=564

 

Olha nóis ae!

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1 comentário

Publicado por em 23 de agosto de 2011 em Discorra

 

Uma resposta para “Políticas de aprovação

  1. Ingrid Beatriz

    23 de agosto de 2011 at 21:16

    Incrível. Pedi ao meu pai que lesse só o primeiro parágrafo (o melhor). As expressões no rosto dele enquanto chegava ao ponto final confirmaram o que eu pensei passando os olhos por cada linha. Você tem toda a razão.

    PS: Nem eu e meu pai contemos o riso, ao chegar em “…no ralo do vaso sanitário chamado Congresso Nacional…”, você tem um jeito interessante de descrever o tamanho do seu desprezo.

     

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