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Aceitar os diferentes, uma necessidade?

08 ago

Cai a noite em São Paulo, é sábado, dia festivo e se iniciam dois aniversários. No Morumbi, bairro da alta burguesia, com seu brilho duvidoso. Brilho que ofusca a realidade de Vila Prudente, onde pessoas trabalham para sobreviver, onde os ratos fazem lar, berço da massa marginalizada.

Grandes carros estacionam na limpida via, saltam pessoas, finos trajes, garbo e mastridade. Tudo bem arquitetado, o salão de festas os aguardava, inúmeras mesas, garçons, um buffet de exelência, um bolo que obra de arte mais parecia. Uma cena que mais parecia filme “hollywoodiano”. Na pobre vila, apé chegavam, trajando o que lhes era possível, não havia aquele conceito de beleza ou qualquer outro elemento pré-definido pelos meios. Haviam poucas mesas, pouco decoro, pouca comida, bolo? Um ano de sucesso a se comemorar, um ano difícil como os que sucederão.

Um grande cesto estava ali no canto, recebera os presentes, lindos enfeites escondiam caríssimos gracejos, tudo destinado ao pequeno. O evento continuara, rodas de conversação se formavam, em umas parecia-se estar em uma conferência empresarial, joias, dinheiro tudo banalizado. No pobre barrraco, outras conversas e tentativas de maquiar o peso da rotina pesada. Presentes chegavam, nada de sofisticado, nada de bonito e nada de disputa.

Realidades distantes e ao mesmo tempo demasiado proximas. Uma elite que se eleva mais e mais, criando barrerias para as classes desvalorizadas, que se vêe entricheirada, ora pela precária segurança ora pela decadente saúde pública. Talves estas duas crianças se encontrem, adultas, porém na mesma longíqua realidade.

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Não podemos nos dar ao luxo de acreditar que tudo vai mudar. Não existe igualdade, os homens são desiguais, apartir do momento que começam a conviver em sociedade, tais desigualdades naturais do ser humano afloram e moldam esta sociedade. O que mais trabalha logo tem meios de dominar os restantes, o que ganha bem trabalhando menos devido aos seus conhecimentos. Não se irrite, este Deus nos criou todos diferentes e prontos para gladiar por causa de tais diferenças.

Porque discriminar tais pessoas diferentes, que vem apenas para tentar sobreviver neste mundo, porque discriminar que faz um serviço que poucos teriam coragem. Será que tal falta de virtude não contribui para o fim a ruina de uma nação? Montesquieu não nos disse que é preciso virtude para viver em uma república? Quando anseios individuais permeam as almas dos cidadãos, o fim é eminente. Qual será o fim dos países europeus, os puros, que fazem o politicamente correto NAZISMO. Qual será o fim do Brasil que pouco a pouco cria barreiras nacionais?

Vai seguir Hippolyte e achar que os imigrantes vão destruir o seu meio? Alguns conceitos pré-definidos devem perecer para que uma nação sobreviva, já que a economia é o motor da mesma. A nação que for, nenhuma está livre do preconceito mas todos podem fazer a escolha mais inteligente e eticamente correta. Pense que sua xenofobia vai futuramente trazer males para você e a cada dia corrompe sua mente, se moldando um meio definido e imutável. Você não vai ser uma metamorfose ambulante.

 

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Publicado por em 8 de agosto de 2011 em Uncategorized

 

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